O Sistema de Cura
do
Corpo Espelho
O Nosso Corpo é o Espelho da Nossa Vida.
Tudo
começa na nossa consciência. Tudo o que nos acontece na vida e tudo que
acontece com o nosso corpo começa por alguma coisa que aconteceu na
nossa consciência.
A nossa consciência é quem nós somos, a nossa experiência de Ser.
Nós
decidimos que ideias aceitar e quais rejeitar. Nós decidimos o que
pensar e o que sentir. Quando estas decisões nos provocam resíduos de
stress, experimentamos stress no nosso corpo físico. Nós sabemos que o
stress cria sintomas. A pergunta interessante é: “Que tipo de stress
cria cada sintoma?” Quando somos capazes de quantificar este processo,
também somos capazes de ver o corpo como um mapa da consciência,
relacionando sintomas específicos com o stress e com formas específicas
de ser, da mesma maneira que foi possível associar o comportamento
“Tipo A” a doenças do coração.
Tudo começa na tua Consciência
Para
compreender este mapa, temos que começar por considerar o princípio de
que a causa dos sintomas está no nosso interior. Tal como é verdade que
os germes causam a doença e os acidentes causam feridas, também é
verdade que isso acontece em consequência do que se está a passar na
consciência da pessoa envolvida. Os germes estão por todo o lado.
Porque é que algumas pessoas são afectadas e outras não? Porque algo
diferente se passa nas suas consciências.
Porque
é que há pacientes nos hospitais que respondem melhor aos tratamentos
do que outros? Porque têm atitudes diferentes. Porque algo diferente se
passa nas suas consciências.
Quando
alguém se magoa num “acidente”, porque é que uma parte muito especifica
do corpo é afectada, exactamente a parte do corpo que, habitualmente,
tem problemas? Será isso um “acidente”, ou haverá um padrão e uma ordem
na forma como as coisas acontecem no nosso corpo?
Tu és um ser de Energia
A
nossa consciência, a nossa experiência de Ser, a pessoa que cada um de
nós é realmente, é energia. Por agora, podemos chamar-lhe “Energia de
Vida”. Esta energia não vive só no nosso cérebro, ela preenche todo o
nosso corpo. A nossa consciência está ligada a todas as células do
nosso corpo. Através da nossa consciência, podemos comunicar com todos
os nossos órgãos e tecidos. Inúmeras terapias se baseiam nesta
comunicação com os órgãos que foram afectados por algum tipo de sintoma
ou desordem.
Esta
energia, que é a nossa consciência e que reflecte o nosso estado de
consciência, pode ser medida através do processo conhecido como
fotografia Kirlian. Quando se tira uma fotografia Kirlian à nossa mão,
ela mostra um certo padrão de energia. Se tirarmos uma segunda
fotografia Kirlian enquanto imaginamos que estamos a enviar amor e
energia a alguém que conhecemos, aparecerá um padrão diferente de
energia na fotografia. Assim, podemos ver que uma mudança na nossa
consciência cria uma mudança no nosso campo energético que está a ser
fotografado e ao qual nós chamamos aura. Este campo energético que nos
é mostrado pela fotografia Kirlian já foi quantificado. Desta forma,
quando há “buracos” em partes específicas deste campo energético,
diz-se que estes correspondem a certas fraquezas em partes específicas
do nosso corpo físico. O interessante é que a parte debilitada aparece
no campo energético ainda antes de surgir qualquer evidência a nível
fisico.
Temos, assim, uma interessante manifestação de energia que nos é mostrada através do que acabámos de descrever.
1. Uma mudança de consciência cria uma mudança no campo energético.
2. Uma mudança no corpo energético acontece antes da mudança no corpo físico.
Consciência – 1 – > Campo Energético – 2 – > Corpo Físico
Quando
nós olhamos para as coisas desta maneira, vemos que não é o corpo
físico a criar o campo energético, a aura, mas antes a aura, ou o campo
energético, a criar o corpo físico. O que nós vemos como corpo físico é
o resultado final de um processo que se inicia na consciência.
Cada um cria a sua própria realidade
Quando
alguém toma uma decisão que lhe provoca stress, cria um bloqueio no
campo energético suficientemente intenso para provocar um sintoma a
nível físico.
Através
de uma certa linguagem, o sintoma reflecte a ideia de que cada um de
nós cria a sua própria realidade. Quando o sintoma é descrito sob este
ponto de vista, o seu significado metafórico torna-se evidente. Então,
em vez de dizer: “Eu não consigo ver” a pessoa deveria dizer: “Eu
retraio-me de ver alguma coisa”; se não consegue andar, a pessoa
deveria dizer: “Eu tenho-me retraído de avançar para alguma coisa”, e
assim sucessivamente. Temos de compreender que não existem acidentes
nem coincidências. As coisas acontecem de acordo com um padrão e uma
ordem.
O sistema direccional humano
Podemos
dizer que temos um sistema-guia interior, uma ligação ao nosso Eu
superior, ao nosso Ser Interior, ou qualquer outro nome que queiramos
dar a esta Inteligência Superior. Este sistema-guia interior funciona
através daquilo a que chamamos “a nossa intuição”, ou “o nosso
instinto”. Fala uma linguagem muito simples. Ou faz com que nos
sintamos bem, ou não faz. Tudo o resto é irrelevante.
Dizem-nos
que devemos guiar-nos pelo que nos faz sentir bem, e não fazer aquilo
que não nos faz sentir bem. Dizem-nos para confiar nessa voz interior.
Quando não seguimos esta voz interior, sentimos tensão. Sentimo-nos
não-bem. Então, essa voz tem de falar mais alto. O nível seguinte de
comunicação é através das emoções: à medida que nós avançamos mais e
mais na direcção em que nos sentimos não-bem, experimentamos cada vez
mais emoções que nos fazem sentir não-bem e, a certa altura, podemos
dizer: “Eu devia ter-me ouvido quando pensei ir noutra direcção”.
Isto
quer dizer que ouvimos a nossa voz interior. Porque se não, não
poderíamos dizer: “Eu devia ter-me ouvido”. Se, a seguir, tomamos uma
decisão que sabemos que é a certa para nós e mudamos de direcção, há
uma libertação de tensão, nós sentimo-nos melhor e sabemos que estamos
no caminho certo.
Se
continuarmos a movimentar-nos na direcção que nos faz sentir não-bem, a
comunicação chega ao nível físico. Nós criamos um sintoma, e o sintoma
fala uma linguagem que reflecte a ideia de cada um de nós cria a sua
própria realidade. Quando descrevemos o sintoma sob este ponto de
vista, podemos compreender a mensagem.
Se
nós mudarmos a nossa maneira de ser, recebemos a nova mensagem e o
sintoma deixa de ter razão de ser. É possível libertarmo-nos, de acordo
com o que nos permitimos acreditar ser possível.
Se nós criámos o sintoma por causa de uma decisão que tomámos, também somos capazes de o libertar com uma nova decisão.
Por
hipótese, imaginemos que alguém toma a decisão de que não é boa ideia
expressar o que quer. A partir daí, sempre que há algo que essa pessoa
quer, ela retrai-se de o exprimir e, portanto, de o atingir e a pessoa
começa a sentir-se cada vez menos bem, visto que se retrai de obter o
que quer.
A
tensão cresce e a pessoa começa a sentir-se cada vez pior à medida que
se coíbe de expressar aquilo que quer obter. Eventualmente, acontece
algo que cria um sintoma a nível físico e o braço direito dessa pessoa
é afectado. Pode ser provocado por uma queda de um escadote ou por um
acidente de automóvel, ou um torcicolo num nervo no pescoço ou
“adormecer numa corrente de ar”.
Nós causamos a nós próprios literalmente aquilo que fazemos a nós próprios figurativamente.
O
efeito é que essa pessoa não consegue mexer o seu braço. Ela está a
coibir-se de alcançar alguma coisa e, uma vez que se trata do braço
direito, o lado da “vontade” do corpo, quer dizer que essa pessoa se
retrai de alcançar ou ir atrás daquilo que quer. A pessoa dá a si
própria razões para acreditar que não consegue atingir aquilo que quer.
Quando
começarmos a fazer algo diferente na nossa consciência, notaremos que
algo diferente começa a acontecer com o nosso braço e que o sintoma
pode ser libertado.
Os Chakras e o Mapa

Para
entender o Mapa da Consciência que o corpo representa, podemos observar
algumas antigas tradições hindus que, desde há milhares de anos,
estudam a consciência e usam a linguagem dos chakras.
Chakra
é uma palavra sânscrita e que quer dizer “Roda” ou “Vórtice”, porque é
o que parece quando o vemos. Cada chakra é como uma bola de energia que
interpenetra o corpo físico, da mesma maneira que um corpo magnético
pode interpenetrar o corpo físico.
Os
chakras não são físicos. Eles são aspectos da consciência tal como as
auras são aspectos de consciência. Os chakras são mais densos do que as
auras, mas não tão densos como o corpo físico. Interagem com o corpo
físico através de dois grandes veículos: o sistema endócrino e o
sistema nervoso. Cada um dos sete chakras está associado a uma das sete
glândulas endócrinas e também a um grupo particular de nervos chamado
Plexo. Assim, cada chakra pode ser associado a partes e funções
específicas do corpo controladas por esse plexo ou à glândula endócrina
associada a cada chakra.
A
nossa consciência, a nossa experiência de ser, representa tudo aquilo
que podemos experimentar. Todos os nossos sentidos, todas as nossas
percepções, todos os nossos possíveis estados de consciência podem ser
divididos em sete categorias e cada categoria pode ser associada a um
chakra específico.
Assim,
os chakras não só representam partes do nosso corpo físico, como também
partes específicas da nossa consciência. Quando sentimos tensão na
nossa consciência, sentimo-la no chakra associado à parte da nossa
consciência que está stressada e nas partes do nosso corpo físico
associadas a esse chakra. O sítio onde sentimos o stress depende,
portanto, do que nos causa o stress. Quando alguém sai magoado de um
relacionamento, sente-o no seu coração. Quando alguém está enervado, as
suas pernas tremem e a sua bexiga torna-se fraca.
Quando
há tensão numa zona particular da nossa consciência e, portanto, no
chakra respectivo, a tensão é detectada pelos nervos do plexo associado
a esse chakra e comunicada às partes do corpo controladas por esse
plexo. Quando a tensão se mantém durante algum tempo, ou atinge um
certo grau de intensidade, a pessoa cria um sintoma no plano físico.
Uma vez mais, o sintoma serviu para, através do corpo, comunicar à
pessoa o que tem andado a fazer a si própria ao nível da consciência.
Quando a pessoa alterar a sua maneira de ser, liberta o sintoma e pode
voltar a sentir-se no seu estado natural de equilíbrio e saúde.
Lendo o Mapa
Quando
lemos o corpo como um Mapa da Consciência Interior, trabalhamos com a
ideia de que as tensões no corpo representam tensões na consciência da
pessoa relacionadas com o que ela estava a passar na sua vida, no
momento em que o sintoma se desenvolveu. A pessoa estava a sentir
stress acerca de algo que aconteceu na sua vida naquele momento.
Examinemos
o mapa da consciência que os chakras providenciam, de maneira a
compreender a linguagem dos sintomas que estão associados a cada
chakra. De forma a completar este mapa, também temos de olhar para nós
próprios como uma polaridade de Yin e Yang, características femininas e
masculinas.
Para
a maior parte das pessoas, as destras, o seu lado direito é o lado
Yang, o lado masculino, da vontade e da acção. O seu lado
esquerdo é o lado Yin, o lado feminino, o lado dos sentimentos. Para
aqueles nascidos canhotos, esta polaridade é invertida. Assim, se para
um destro, a perna direita pode ser descrita como a sua perna da
vontade, ou a perna masculina, ou os alicerces da sua vontade, para uma
pessoa canhota, será a perna esquerda a sua perna da vontade, a perna
masculina e assim sucessivamente. Desta forma, também podemos falar do
braço da vontade ou do olho da vontade ou, ainda, da narina da vontade,
ou seja, o lado em que se localiza, dependerá da pessoa ser destra ou
canhota à nascença.
Cada
chakra é energia que vibra a uma certa frequência, numa sequência
lógica e ordenada de sete vibrações. À medida que subimos na escala, os
elementos tornam-se cada vez mais subtis, movimentando-se através dos
cinco elementos físicos: terra, água, fogo, ar e o éter, para os
elementos espirituais do som interior e luz interior. O elemento mais
pesado está em baixo e o mais leve em cima. É uma sequência lógica e
ordenada.
As
cores do espectro solar também representam uma série de sete vibrações
numa sequência lógica e ordenada, tal como a escala das notas musicais.
Assim, podemos pôr as vibrações mais densas ou a onda sonora mais
comprida em baixo e as mais leves em cima, e uma cor específica pode
ser utilizada para representar cada chakra no seu estado natural, tal
como uma nota musical particular. A música tocada numa certa nota faz
vibrar um chakra específico e nós sentimo-nos de uma forma especial
quando ouvimos essa música. A nossa relação com uma certa cor diz-nos
algo sobre a nossa relação com a parte da consciência que essa cor
representa.
O Chakra Raíz
está associado às partes da nossa consciência referentes à segurança,
sobrevivência e confiança. Para a maior parte das pessoas, este chakra
relaciona-se com as partes de consciência relativas ao dinheiro, casa e
trabalho. Quando este chakra se encontra no seu estado natural, a
pessoa sente-se segura, consegue estar presente no aqui e agora, e
sentir-se enraizada. Quando existe uma tensão neste chakra, é vivida
como insegurança ou medo. Quando há ainda mais tensão, esta é vivida
como uma ameaça à sobrevivência.
As
partes do corpo controladas pelo Plexo Sacro e por este chakra incluem
o esqueleto, as pernas, e o sistema excretor. Sintomas nestas partes do
corpo representam tensões ao nível do Chakra Raíz, o que quer dizer que
a pessoa está a ver o mundo através de um filtro perceptivo de
insegurança ou medo. As glândulas supra-renais também estão associadas
a este chakra.
Se
uma perna é afectada, podemos ver se é a perna masculina ou a feminina,
e se tem alguma coisa a ver com ter confiança num homem ou numa mulher.
Também podemos ver se tem alguma coisa a ver com a confiança na
vontade, ou mesmo com aspectos de confiança na estrutura do ser
emocional, relacionados com o que se estava a passar na vida da pessoa
na altura em que se desenvolveu o sintoma.
O
sentido físico relacionado com este chakra é o olfacto, portanto, o
órgão do sentido do olfacto, o nariz, está associado ao Chakra Raíz –
Sintomas ao nível do nariz, ou que afectem o sentido do cheiro,
reflectem tensões ao nível do Chakra Raíz.
Cada
chakra está associado a um elemento. O Chakra Raíz está associado ao
elemento Terra, e reflecte algo sobre a relação da pessoa com a Terra,
ou sobre como se sente aqui na Terra, à qual chamamos Terra-Mãe. Este
chakra também está associado à nossa relação com a nossa mãe. Quando
alguém experimenta um sentimento de separação em relação à mãe, ou não
se sente amado pela sua mãe, corta as raízes e vive sintomas de tensão
ao nível do Chakra Raíz, até que consiga abrir-se novamente e aceitar o
amor da sua mãe.
Quando
uma criança vem ao mundo numa estrutura familiar tradicional, a Mãe
providencia o alimento e o Pai providencia a direcção. Então, quando a
criança se relaciona com a sua mãe, toma certas decisões consoante os
acontecimentos. Assim sendo, a relação com a mãe torna-se um modelo
para a relação da pessoa com tudo o que reflecte segurança – dinheiro,
casa e trabalho.
O Chakra Raíz está associado à cor Vermelha.
O Chakra Laranja
está associado às partes da nossa consciência relacionadas com
alimentação e sexo – é a comunicação do corpo com a pessoa que existe
dentro dele, sobre os seus desejos e necessidades, e sobre o que lhe dá
prazer. Também está relacionado com o que se passa na sua consciência
referente ao facto de ter filhos. Quando este chakra se encontra no seu
estado natural, a pessoa está em contacto com esta comunicação, ouve-a
e responde rapidamente aos desejos e necessidades do corpo.
As partes do corpo controladas pelo Plexo Lombar incluem o sistema de reprodução e o abdómen, e a parte lombar das costas.
O
sentido do Paladar está associado a este chakra, tal como o elemento
água. Quando alguém não tem uma relação clara com a água (nadar, como
exemplo, ou andar de barco), isto reflecte a sua atitude acerca das
partes da sua consciência que este chakra representa.
Tensões
no lado da vontade ou no lado emocional deste chakra indicam tensões na
consciência da pessoa, tal como conflitos entre a vontade ou as emoções
e aquilo que a pessoa quer realmente.
Este
chakra está associado ao sentido do Paladar e ao apetite. Também está
envolvido com a vontade da pessoa em sentir as suas emoções.
Este segundo chakra está associado à cor Laranja.
O Chakra do Plexo Solar
está associado às partes da nossa consciência que têm a ver com as
percepções do poder, controle e liberdade. No seu estado natural,
representa o estar bem consigo próprio, confortável perante aquilo que
é verdadeiro para si – sentir-se confortável consigo próprio.
As
partes do corpo associadas a este chakra incluem os órgãos mais
chegados ao plexo solar – estômago, fígado, vesícula, baço, pâncreas,
etc. – tal como a pele no seu conjunto, os músculos enquanto sistema e
o rosto no seu todo.
O
sentido físico associado a este chakra é o sentido da Visão. Alguém com
problemas de visão vive tensões ao nível do Chakra do Plexo Solar sobre
questões relativas ao poder, controle ou liberdade.
Os míopes vivem tensões ao nível do Chakra Raíz e vivem o mundo através de um filtro perceptivo de medo ou insegurança.
Os
hipermetropes também vivem tensões ao nível do Chakra da Garganta e
vêem o mundo através de um filtro perceptivo de raiva ou culpa.
Os astigmáticos vêem através de um filtro perceptivo emocional de confusão.
A
glândula endócrina associada ao Chakra do Plexo Solar é o pâncreas.
Podemos dizer que os diabéticos se estão a privar da doçura. Quando
alguém se aproxima muito deles, sentem-se ameaçados no seu poder de
serem quem são e surge uma emoção que visa estabelecer novamente uma
distância segura. A emoção é a raiva. As diabetes estão associadas a
raiva reprimida.
O
elemento associado a este chakra é o Fogo, e a relação da pessoa com o
Sol indica algo sobre as partes da sua consciência associadas ao Chakra
do Plexo Solar.
A cor do Chakra do Plexo Solar é o Amarelo.
O
Chakra do Coração está associado às partes da consciência relativas aos
relacionamentos e às nossas percepções do amor. Os relacionamentos dos
quais falamos aqui, são com as pessoas mais chegadas ao nosso coração –
parceiros / companheiros, pais, irmãos, crianças.
As
partes do corpo associadas a este chakra incluem o coração, pulmões e o
sistema circulatório no seu conjunto. Este chakra também está associado
à glândula Timo, que controla o sistema imunitário. Quando este é
afectado, como no caso do SIDA, o estilo de vida da pessoa afasta-os de
alguém que eles amam.
O
sentido físico associado a este chakra é o Tacto, no aspecto do nosso
relacionmento com o nosso interior. Por exemplo, uma massagem dada sem
qualquer sensibilidade pelo que a pessoa está a sentir interiormente,
seria um bom exemplo da sensação que nós associamos com o Chakra
Laranja. Mas quando o massagista é sensível ao que a pessoa está a
sentir, então já se relaciona com o Chakra do Coração. Quando alguém
experimenta uma sensibilidade extrema referente ao facto de ser tocada,
nós perguntamos o que é que se passa com essa pessoa ao nível do Chakra
do Coração.
Este
chakra está associado ao elemento Ar. Quando alguém tem dificuldade em
respirar (asma, efisema, tuberculose, etc.) dizemos que a sua relação
com o ar reflecte a sua relação com o amor – dificuldade em deixá-lo
entrar ou sair, por exemplo.
A cor associada ao Chakra do Coração é o Verde-esmeralda.
O
Chakra da Garganta está associado às partes da consciência relacionadas
com a Expressão e o Receber. A Expressão pode ser o modo como uma
pessoa comunica o que quer ou o que sente, ou pode ser uma expressão
artística, como um pintor a pintar, um bailarino a dançar, um músico a
tocar, pessoas que usam essa maneira para se expressarem e trazerem o
que está no seu interior para o exterior. A Expressão está relacionada
com o Receber, no sentido de: “Pede e ser-te-á concedido.”
O
Chakra da Garganta está associado à abundância, e ao estado de
consciência chamado “Estado de Graça”, ou seja, parece que aquilo que
queremos para nós próprios é o que Deus também quer para nós. Aceitar o
que a abundância do Universo nos oferece, requer um sentimento de ser
capaz de receber incondicionalmente.
Este
chakra também está associado ao escutar da nossa intuição, e
permite-nos fluir em harmonia, sentindo que o Universo nos apoia em
tudo o que fazemos. É o primeiro nível de consciência. Deste ponto,
temos a percepção do funcionamento de um outro nível de inteligência e
da nossa interacção com este outro nível de inteligência.
As partes do corpo associadas a este chakra incluem a garganta, ombros, braços, mãos e a glândula tiróide.
O
sentido da Audição está associado a este chakra, bem como o elemento
éter, o elemento físico mais subtil, relativo ao que encontramos no
espaço profundo. O éter é a passagem entre as dimensões física e
espiritual. Alguém que olhe para o mundo através deste chakra, vê a
manifestação dos seus objectivos. O braço da Vontade representa a
manifestação daquilo que queremos, e o braço do Sentimento representa
aquilo que nos faz felizes. Esperemos que ambos apontem na mesma
direcção
Azul Celeste é a cor associada a este chakra.
O
Chakra da Fronte está associado às partes de consciência relacionadas
com a visão espiritual, e à casa do Espírito, o Ser Interior. Este
nível de consciência está associado ao que as tradições ocidentais
chamam de subconsciente ou inconsciente, as partes da nossa consciência
que dirigem as nossas acções e a nossa vida. A partir deste nível,
estamos conscientes das nossas motivações por detrás das nossas acções.
De um ponto de vista interior, podemos ver o nosso teatro exterior.
Este
chakra é associado com o plexo da carótida, os nervos laterais da cara
e a glândula pituitária. Dores de cabeça nas têmporas ou no centro da
testa estão associadas a tensões neste nível. Este chakra controla todo
o sistema endócrino como sistema e o processo de crescimento.
O
Chakra da Fronte, também conhecido como Terceiro Olho, é associado à
percepção extra-sensorial, ou seja, o conjunto de todos os sentidos
interiores que têm uma correspondência nos sentidos físicos, e que, no
seu todo, estabelecem uma comunicação espírito a espírito. O elemento
associado a este chakra é uma vibração conhecida por Som Interior, o
som que escutamos no nosso interior e que não depende do mundo físco.
Alguns consideram-no uma condição patológica. Nalgumas tradições
orientais, a habilidade de ouvir estes sons é um pré requisito para
evoluir espiritualmente.
A cor associada a este chakra é o Indigo, a cor do céu numa noite de luar, a cor da pedra lápis-lazúli.
O
Chakra da Coroa está associado às partes da consciência referentes à
unidade ou separação e, tal como o Chakra Raíz nos mostrou a ligação
com a Terra-Mãe, este chakra mostra-nos a nossa ligação com o Pai Nosso
que estais no Céu. Inicialmente, é o chakra associado ao nosso pai
biológico. Este torna-se o modelo para a nossa relação com a
autoridade, tornando-se o modelo para a nossa relação com Deus. Quando
existe um sentimento de separação do pai biológico, a pessoa fecha este
chakra e o efeito na consciência é um sentimento de isolamento e de
solidão, como se estivesse numa concha, dificilmente mantendo o
contacto com os que estão fora da concha. A pessoa sente-se como
estando a esconder-se de Deus, ou a esconder-se de si próprio, não
conseguindo ver o que é verdadeiro para si próprio, na parte mais
profunda da sua consciência, à qual chamamos Alma.
Este chakra também está associado ao sentido de Direcção.
As partes do corpo controladas por este chakra são a glândula pineal, o cérebro, e o sistema nervoso enquanto sistema.
A cor associada ao Chakra da Coroa é o Violeta, a cor da ametista.
Usando o Mapa
Quando
há tensão numa parte específica do corpo, isso representa uma tensão
numa zona particular da consciência, relativa a uma parte específica da
vida da pessoa. Estar consciente destas associações, ajuda a ver a
importância de resolver os assuntos que provocam tensão nas nossas
vidas.
Se
fosse apenas uma questão de resolver o que é necessário para que a
pessoa seja feliz, essa já seria razão suficiente para motivar a pessoa
a querer mudar alguma coisa que não está a funcionar mas, aqui, nós
vemos que é também, uma questão de saúde. Os assuntos que não estão
resolvidos na nossa vida são, na verdade, aqueles que nos podem fazer
mal à saúde.
Quando
vemos a correspondência entre a consciência e o corpo, vemos até que
ponto cada um de nós cria a sua própria realidade. Efectivamente, essas
palavras começam a adquirir um novo significado. Nós vemos como tudo se
inicía na nossa consciência e somos capazes de olhar à nossa volta para
os outros aspectos das nossas vidas desse mesmo modo.
Quando
vemos como o corpo executa as mensagens e os desejos mais profundos do
nosso Ser Interior, podemos compreender que o processo pode seguir em
mais do que uma direcção. Se a nossa consciência está agora a orientar
o desenvolvimento dos sintomas, também consegue orientar a maneira como
nós nos conseguiremos libertar desses mesmos sintomas. Se a nossa
consciência consegue pôr o nosso corpo doente, a nossa consciência
também pode tornar o nosso corpo saudável.
A conclusão lógica deste processo é que Qualquer Coisa Pode Ser Curada.
© Copyright 1987 Martin Brofman